À medida que envelhece, o cristalino assume uma tonalidade amarelada e depois acastanhada, que muda o modo como enxergamos as cores.
Pode ser que não percebamos que as cores que vemos se tornaram foscas ou desbotadas até que o sintoma seja grave. As coisas que sabemos que são brancas, como uma folha de papel limpa, parecem encardidas ou até mesmo sujas; as flores que nos lembramos como brilhantes assumem uma cor fosca. Esses sintomas são um sinal de que o cristalino está mudando de amarelo para marrom e que é hora de consultar seu oftalmologista.
Um certo amarelamento do cristalino com o tempo é normal, não constitui catarata e normalmente é benéfico.
O cristalino desenvolve uma tonalidade amarelada como resposta natural à exposição à luz, sendo o amarelo a cor que filtra o azul naturalmente. A luz azul possui a maior quantidade de energia no espectro de luz visível, variando de 400 a 500 nanômetros (nm) e é um componente da radiação solar e da luz artificial. Enquanto algumas ondas de luz azul contribuem para a percepção das cores, outros comprimentos de onda de alta energia da luz azul podem na verdade ser prejudiciais para o seu olho. É essa luz azul que suspeita-se estar danificando a retina, possivelmente contribuindo até mesmo para a degeneração macular.
No entanto, à medida que envelhecemos, o amarelo pode mudar para marrom. Quando isso acontece, o cristalino é considerado castanho. Olhar o mundo através de uma lente castanha é muito parecido com olhar o mundo através de um pedaço de acrílico que descoloriu no sol: as coisas parecem sujas e encardidas.
Saiba sobre tratamentos da catarata que filtram a luz azul.
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